A esposa do ex-prefeito de Ilhabela é presa pela Policia Federal

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A esposa do ex-prefeito de Ilhabela, Juliana Louro Storti, foi presa pela Polícia Federal (PF), na manhã desta quinta-feira (22) acusada de envolvimento em supostas irregularidades em contratos firmados pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). O caso é investigado pela Operação Círculo Vicioso, segunda fase da Operação Tritão, que aponta prejuízos de mais de R$ 100 milhões aos cofres públicos.

Juliana também foi chefe de Gabinete da Prefeitura de Ilhabela durante a gestão do marido, Márcio Tenório, cassado por improbidade administrativa em maio deste ano. Porém, as duas acusações não teriam relações e o envolvimento dela neste caso não foi especificado pela PF até o momento.

O casal recebeu a visita da PF na primeiras horas desta manhã, na casa deles, no bairro Perequê, em cumprimento de mandado de busca e apreensão. A prisão provisória é válida por pelo menos cinco dias.

Segundo o Ministério Público Federal, que encabeça as denúncias, a ação mira ex-deputado e ex-integrantes da Codesp por corrupção e fraudes no Porto de Santos. Um esquema criminoso da Câmara de Guarujá teria se reproduzido na Codesp e se alastrado por cidades dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará.

Ainda de acordo com o MPF, a ação de hoje tem base em elementos de prova obtidos na primeira fase da Operação Tritão, iniciada em 2018, além de depoimentos prestados em sede de colaboração premiada e diante de informações fornecidas por membros da atual diretoria da Codesp.

Ainda segundo o MPF, a Polícia Federal conseguiu comprovar as fraudes inicialmente investigadas, além de outras que permaneceram sendo executadas mesmo após a prisão de alguns membros da organização criminosa.

Além do nome de Juliana, foram expedidos outros 21 mandados de prisão temporária e 23 mandados de busca e apreensão para pessoas físicas e jurídicas  nas cidades de São Paulo, Santos, Guarujá, Bragança Paulista, Serra Negra, Duque de Caxias (RJ) e Fortaleza (CE). As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Federal de Santos.

Aos investigados estão sendo imputados os crimes de Organização Criminosa (art. 1º, § 1º, da Lei nº 12.850/2013); Associação Criminosa (art. 288 do CP), Fraude a licitações (art. 90 da Lei nº 8.666/93), Corrupção ativa e passiva (art. 317 e 333 do CP), sem prejuízo de eventuais outras implicações penais que possam surgir com o descortinar das investigações.

A ação é resultado do trabalho conjunto do MPF, PF, Controladoria Geral da União e Receita Federal. Houve também colaboração da atual direção do Porto de Santos

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