Biblioteca Municipal conta com 17 mil títulos de diversos gêneros

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Nos fundos da Casa do Barão, sede do Instituto Histórico e Geográfico de São Vicente (IHGSV), há um mundo que resiste às novas tecnologias. É na Rua Frei Gaspar, 280, no Centro da Cidade, que está localizada a Biblioteca Municipal “Frei Gaspar da Madre de Deus”, onde os amantes de literatura podem conferir um acervo de mais de 17 mil títulos de diversos gêneros. Um lugar onde o prazer sensorial não se restringe às telas de “touch screen”, mas reside no toque de páginas físicas e no bom e velho “cheirinho de livro”.

Entre as obras, há clássicos e raridades, de áreas como Psicologia, Filosofia, Religião, Ciências Sociais, Infanto-Juvenil, Línguas, Autoajuda etc. No local, também funciona uma hemeroteca (coleção de jornais e revistas), videoteca e um acervo de livros em braile, com mais de 80 títulos.

No aconchegante espaço, podem ser encontrados autores da literatura estrangeira que estão em alta, como Jojo Moyers e Dan Brown; e grandes nomes da literatura brasileira do Século XX, como Érico Veríssimo e Aluísio Azevedo. É ideal também para pesquisadores, vestibulandos e concurseiros. Seja por prazer ou para aprimorar conhecimentos, há opções para todos os gostos.

Alguns dos exemplares são raros. É o caso do “Obras Completas – Gil Vicente – Volume ll”. Outros têm décadas de existência, como “Fábulas de La Fontaine ilustradas por Gustavo Doré”. Para garantir a preservação das publicações, alguns estão disponíveis apenas para consulta.

A hemeroteca também é rica em conteúdo. São recortes de matérias de décadas e o clipping diário sobre a Cidade desde 1996, catalogados em gavetas. Há ainda material de jornais anteriores a esse período, espaçados, incluindo documentos da primeira metade do Século XX.

Inauguração – O local foi inaugurado em 1983. Desde 1998 tendo como sede a Casa do Barão, o equipamento já funcionou na Avenida Presidente Wilson, na Rua Ipiranga e na Rua João Ramalho. A Biblioteca trabalha com uma política de associados – o cadastro é feito na hora. São mais de 2.700 no sistema. Atualmente, o local recebe uma média de 40 a 50 pessoas por dia.

O sócio pode fazer empréstimo de 10 a 15 dias, dependendo do livro, com direito à renovação. A maioria das obras são doações. E o gosto pela leitura não tem idade. No local, vão desde crianças acompanhadas pelos pais até idosos.

Alguns visitam diariamente a Biblioteca para ler os jornais impressos. É o caso do soldador Anderson Figueiredo, de 48 anos. Morador do Gonzaguinha, ele gosta também de revistas como a Superinteressante.

Os funcionários também apreciam o espaço. Agnaldo Alberto dos Santos, responsável pelo local, trabalha há 8 anos no local. “Trabalhar com o público é bom. Você vê pessoas de todas as personalidades. Eu gosto. Fora o fato de eu estar perto dos livros, pois conhecimento é sempre bom”.

Ficou interessado? Quem quiser se associar deve comparecer ao equipamento munido de um documento com foto, duas fotos 3X4 e comprovante de residência dos últimos três meses.
Menores de idade deverão estar acompanhados do responsável com documentos.

O espaço funciona de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 17h30 (sem pausa para almoço). Para mais informações ou reserva de livros, entre em contato pelo telefone 3467-5999 ou através da página no Facebook.

Café do Barão – O Instituto é o ambiente perfeito para leitura. Cercado de vegetação, cultura e muita história, os leitores podem aproveitar para tomar uma bebida quente à mesa no Café do Barão. O local está aberto todos os dias, das 9 às 18h. Quem passar por lá, tem a chance de conferir ainda as peças distribuídas em 13 salões principais no casarão.

Frei Gaspar da Madre de Deus – A Biblioteca é uma homenagem ao Frei Gaspar da Madre de Deus, nascido na Fazenda Sannta’Ana de Acaraú, em São Vicente. Era filho do coronel do Regimento de Ordenanças da Cidade, provedor da Real Casa de Fundição de Paranaguá, Domingos Teixeira de Azevedo; e neto do antigo capitão-mor da Capitania de São Vicente (1697-1699), Gaspar Teixeira de Azevedo (de quem herdou o nome), sendo uma das mais antigas famílias vicentinas, proprietários de terras de cultivo de cana-de-açúcar e de arroz.

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