Ilhas Maldivas, fazendo uma viagem bem econômica

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Vista aérea do Atol de Dhaalu a partir da Ilha de Maafushi (no canto inferior esquerdo). As Maldivas são mundialmente conhecidas por suas praias de águas cristalinas.

Quem é que nunca sonhou em conhecer uma ilha paradisíaca? Se você cansou de ficar só olhando fotos de praias com águas incrivelmente azuis e resorts de cair o queixo, chegou a hora de fazer as malas! Confira como fazer uma viagem econômica para as ilhas Maldivas, que formam um país encantador na Ásia meridional.

Ilhas Maldivas

Estão agrupadas em 26 atóis, cada um possuindo o nome de uma ou duas letras da escrita thaana. Seu nome seria derivado de maldwipa, no idioma malabar, onde mal significa “mil” e dwipa, “ilhas”, ou do sânscrito Malaya(vara)dwipa, “ilhas de Malabar“.

Possui um clima tropical e úmido com uma precipitação aproximada de 2000 mm ao ano. O Islã é a religião predominante, a qual foi introduzida em 1153. Foi colônia portuguesa (1558), holandesa (1654) e britânica (1887). Em 1953 tentou-se estabelecer uma república, mas poucos meses depois se restabeleceu o sultanato. Obteve a independência em 1965 e em 1968 foi reinstaurada a república, contudo, em 38 anos o país só teve dois presidentes, ainda que as restrições políticas tenham diminuído recentemente. É o país menos populoso da Ásia, o menos populoso entre os países muçulmanos e também o menor país da Ásia.

As Maldivas é um membro fundador da Associação Sul-Asiática para a Cooperação Regional (SAARC). É também membro da Organização das Nações Unidas, da Organização para a Cooperação Islâmica e do Movimento dos Países Não Alinhados. O Banco Mundial classifica as Maldivas como tendo um rendimento econômico médio-superior. A pesca tem sido historicamente a atividade econômica dominante, e continua a ser o maior setor de exportação, seguido pelo rápido crescimento da indústria do turismo. Junto com Sri Lanka, é um dos dois únicos países do sul da Ásia com um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) considerado elevado, com a sua renda per capita sendo a mais alta entre os países da SAARC.

Antes de ir
Saiba que as ilhas estão sob leis islâmicas, então existem algumas proibições das quais você deve estar ciente: não é permitido consumir álcool em quaisquer lugar e muito menos levá-lo na bagagem (somente dentro de resorts é possível beber); não pode circular de roupas de banho, exceto em praias privadas, resorts e as chamadas “bikini beaches”; deve-se estar com ombros e pernas cobertas caso esteja fora dos resorts ou das ilhas inabitadas.

Aparentemente, é impossível gastar pouco num destino rodeado de hotéis sofisticados e exclusivos. Fazendo uma matemática rápida, verificamos que os resorts de luxo custam, em média, US$ 300 a US$ 1000 por noite. O transporte de Malé até as ilhas, partindo do aeroporto, sai em torno de US$ 170 a US$ 300. Dadas as circunstâncias, vai ser impossível gastar em torno de 20 dólares por dia, como acontece em alguns países asiáticos, por exemplo.

Mas, embora não seja barato, dá sim para diminuir seus custos. Pelas nossas pesquisas, a ilha Maafushi parece uma boa opção para quem quer pagar pouco, aliando hospedagem, boas praias, restaurantes e coisas para se fazer.

Veja quais são as formas de economizar, mesmo que não seja tanto quanto você gostaria:

– Troque hotéis por pousadas e casas em ilhas inabitadas

Um bangalô no meio da água cristalina é tudo o que a gente já sonhou nessa vida, mas custa caro. O que podemos te dizer é que o Olhuveli Beach and Spa Resort é apontado como um ótimo custo-benefício, com diárias a partir de US$ 171. O TripAdvisor tem uma lista com algumas opções mais econômicas.

Mas, caso queira economizar mesmo, é melhor optar por alugar casas ou ficar em hotéis simples nas ilhas, com custo de diária entre US$ 40 e US$ 100 para um quarto duplo. Os melhores preços, segundo o Huffington Post, estão em Maafushi, Hulhumale, Guraidhoo, e Fulidhoo.

Numa pesquisa rápida no Airbnb, encontramos boas opções em Maafushi, entre R$ 196 e R$ 300 por noite em janeiro de 2017. É bom dar uma pesquisada no Agoda – onde tem opção por US$ 75 – e nesse site aqui, que reúne algumas opções no destino. Para adeptos, também é possível praticar o Couchsurfing, mas é bom enviar solicitações com bastante antecedência.

 

– Use transporte público

Existe transporte público nas Maldivas, então por que não usá-los? É óbvio que a população local não gasta rios de dinheiro para atravessar até as outras ilhas. Sendo assim, procure por ferry boats públicos, que custam de US$ 1 a US$ 5 por pessoa. Pode ser um pouco mais demorado, menos frequente e menos confortável, mas funciona, basta se planejar. Confira os horários aqui, partindo de Malé, a capital, e outros transfers aqui. As lanchas, que vão mais rápido, custam entre US$ 25 e US$ 30.

– Procure por Day Use para se divertir em resorts

Existe um esqueminha chamado Day Use, que seria uma diária em hotéis de luxo e resorts, mas apenas para atividades e para circular lá dentro, sem hospedagem inclusa. Nas Maldivas, que é dominada por resorts, é possível curtir alguns deles pagando aproximadamente US$ 50, incluindo o transporte. Assim você pode beber, circular de roupa de banho, ver os bangalôs na água e curtir praias que ainda não conheceu, porém, gastando menos.

– Visite praias locais

É bem comum encontrar praias privadas em regiões como esta, o que significa maior conforto, exclusividade e…preços lá em cima. Portanto, converse com os habitantes, descubra as praias locais públicas, que são tão bonitas quanto as particulares, e divirta-se pagando nada!

*Vale lembrar que as praias públicas podem não ser “bikini beaches”, ou seja, não permitem o uso de trajes de banho. Informe-se antes sobre as que deseja visitar!

– Faça atividades mais econômicas 

Snorkel é uma das principais atrações das Maldivas e a boa notícia é há chances de ser grátis. Muitas casas contam com equipamentos de snorkel, então caso você alugue uma, pode se dar bem. Mesmo assim, não custa tão caro, em média US$ 22. Kuda Bandos – conhecida como PicNic Island – é o paraíso para esportes aquáticos, onde é possível fazer um pacote de US$ 50 por algumas atividades ou US$ 130 pelo dia todo.

Para os adeptos ao mergulho, talvez valha a pena guardar dinheiro para a atividade, já que ali estão alguns dos melhores lugares do mundo para se mergulhar. Custa em torno de US$ 100 para ver tubarões-baleia de perto.

Encontrar passeios gratuitos é um tanto difícil, mas você pode explorar Malé, conhecer suas mesquitas e museus, com entrada de US$ 1 a US$ 3,50. Por cerca de US$ 30 é possível descolar uma barco para visitar outras ilhas, nos arredores da sua hospedagem.

– Procure pela comida popular

A gastronomia das ilhas é basicamente composta por frutos do mar, especialmente atum, e dá para comer gastando pouco, entre US$ 3,50 e US$ 10, mesmo que seja com outras carnes ou sem proteína animal alguma. É bem possível que, caso se hospede nas ilhas inabitadas, fique sem opções de restaurantes, mas seu anfitrião poderá incluir refeições no preço da estadia e vocês podem combinar suas preferências.

– Fique de olho no calendário

Agosto é a época de chuvas, garantindo preços menores, que seguem até setembro. Além disso, as Ilhas Maldivas ficam mais vazias nesse período. Outubro é o início da alta temporada, que chega com valores dobrados e lotação nas acomodações até, pelo menos, o final de dezembro.

– Informe-se direto da fonte

Informação é tudo nessa vida, né. Então seja gentil com as pessoas e pegue umas dicas com elas, afinal, não há nada mais eficaz do que este contato. Existe um blog que era atualizado por um morador local, mas aparentemente parou em 2015. Ainda assim, vale a pena dar uma lida nos posts. Tem também um grupo no Facebook, dedicado àqueles que gostariam de desembolsar pouca grana pelas ilhas.

Veja mais.

Fotos: Reprodução

 

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