Prefeitura trabalha em recuperação de nascente na Barra Velha

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Como parte de um extenso e relevante trabalho da Prefeitura de Ilhabela, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, foi realizada a recuperação de uma nascente, localizada no bairro da Barra Velha, em local de zoneamento constante, segundo o Decreto Estadual 49.245/04 e cujo o córrego da nascente é considerado, pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), como descaracterizado.

A ação, que ocorreu recentemente, foi feita pela equipe do Viveiro Municipal Aroeira, coordenado pelo Secretaria de Meio Ambiente, com o plantio de espécies nativas e remoção de espécimes exóticos, como as gramíneas. A nascente está situada em área privada e, por este motivo, foi necessário o trabalho de educação ambiental e autorização antes do início das atividades, conforme informações da pasta responsável.

Foram plantadas 20 mudas de espécies nativas, sendo dez biribazeiros (Rollinia deliciosa), quatro araçás (Psidium cattleianum), duas aroeiras (Schinus terebinthifolia), duas juçaras (Euterpe edulis), uma canela-branca (Nectandra lanceolata) e uma ingá-feijão (Inga marginata). A Secretaria de Meio Ambiente acredita que a execução do plantio enriquecerá a biodiversidade do local, além de conscientizar os moradores do entorno.

Essa é a segunda nascente em que foi feito o trabalho de recuperação por intermédio do Viveiro Municipal. Anteriormente, outra nascente, na região do Zabumba, recebeu o plantio de 200 mudas nativas.

“A ação foi um trabalho de recuperação de nascente. Ainda não podemos afirmar que a nascente foi totalmente recuperada, mas, como a maioria das espécies atraem aves, é possível que em pouco tempo o local se regenere naturalmente, pois a fauna local atuará como dispersora de sementes”, orienta Mariana Ferraz, do Meio Ambiente.

As áreas cujo há curso d’água, olho d’água ou nascente são consideradas Áreas de Preservação Permanente (APP), pelo Código Florestal. Entretanto, apesar da legislação, diversas casas estão locadas próximas a esses locais, o que dificulta a preservação dos ambientes. Esse é um dos motivos pelos quais a pasta está atuando firmemente na reabilitação de regiões e conscientização dos moradores.

A pasta instrui ainda que as nascentes e olhos d’água são elementos ambientais fundamentais para a manutenção da vida. Deles derivam córregos e afluentes que, muitas vezes, garantirão todo o suporte hídrico necessário para a instalação e perpetuação de um ecossistema. Tratando especificamente da figura humana, pode-se afirmar que praticamente toda a dessedentação (local onde se acumula água) e o abastecimento de água provém desse tipo de recurso. No entanto, a viabilidade de uma nascente é suscetível às diversas variáveis que podem resultar no seu adequado funcionamento ou na sua extinção. Um dos principais agentes que garantem a preservação de um olho d’água é a vegetação a ele associada.

A mata ciliar caracteriza-se por ser a vegetação nativa presente ao longo de recursos hídricos. Essa fitofisionomia florística auxilia no controle de absorção e lixiviação (extração ou solubilização dos constituintes químicos de uma rocha, mineral, solo, depósito sedimentar, entre outros, pela ação de um fluido percolante) de nutrientes, sedimentos, na contenção de erosão de áreas em declive; intercepta e absorve a radiação solar determinando as características atmosféricas do ambiente; contribui para a estabilização da temperatura da água e realiza muitas outras funções que suportam a viabilidade ambiental das formações a que estão associadas.

Variados tipos de pressões antrópicas impactam severamente as matas ciliares, principalmente quando encontram-se próximas aos centros urbanos. Intervenções como desmatamento, extinção local de dispersores, despejo irregular de esgoto e a canalização ou desvio de córregos podem ter efeitos extremamente nocivos.

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