Verão 2019 mostra Ilhabela em frangalhos!

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Tem quem goste. Nós, detestamos dar más notícias. É muito chato mas, às vezes, obrigação. São coisas pequenas, mas importantes, que acontecem aqui, acolá, em um cantinho qualquer da zona costeira e especificamente o arquipélago de Ilhabela

Quase todas as praias de Ilhabela, grande tesouro da costa paulista, estão impróprias para banho, inundadas com fezes humanas. Falta água na ilha que é movida a turismo sazonal, e as balsas quebram pontualmente no auge da temporada. Em todo o Brasil, o número de praias impróprias para banho cresceu 20% em um ano. Como cereja do bolo, a erosão, provocada pelo aquecimento e mau uso da terra, se estende por inacreditáveis 60% da costa brasileira. Senhoras e senhores, eis o verão 2019.

As balsas de Ilhabela não funcionam
O descaso com o turismo no Brasil é desconcertante. Uma das provas são as balsas de Ilhabela. Desde que sou criança, aquele era um pepino conhecido por quem frequentava, e moradores. Há 50 anos elas eram um problemão. E continuam estrelas até hoje. Vejamos: sexta-feira, 17 de janeiro, Ilhabela lotada como em todos os verões, e especialmente nesse fim de semana em que milhares de turistas chegavam para o Festival Vermelhos, e Festival do Camarão. Seis mil, segundo a prefeitura, que ocupariam 70% dos leitos de hotéis. Das sete caquéticas balsas em operação, quatro deram pane. Resultado? Caos. A responsabilidade neste caso é da Dersa.

A falta água na Ilhabela
Esta é pra morrer de rir, aconteceu sabe quando? No Réveillon, de 31 de dezembro do ano passado, até o sétimo dia deste ano, Ilhabela ficou sem fornecimento de água. Turistas ‘apelaram para tomar banho no mar para superar o problema’, segundo informações.

A falta de saneamento em Ilhabela
Das 19 praias medidas, 18 estavam impróprias, noticiou a Folha de S. Paulo em 10 de janeiro. O grande vilão? Veja este tópico do jornal Diário Costa Norte, depois voltamos a conversar. “A cidade possui cerca de 35 mil moradores, mas desde o Réveillon, vem recebendo a visita de ao menos meio milhão de pessoas, que chegaram em 120 mil carros pelas balsas que fazem a travessia do continente. Mesmo assim, é possível ver turistas lavando carros e calçadas.”

Faz alguns anos que turistas descobriram como alcançar a ambas. Em seguida começou o massacre. Milhares de pessoas desembarcam todos os dias, no verão, destruindo o frágil ecossistema. O grotesco, neste caso, é que o poder público sabe do problema.

Querem apostar que o Verão 2020 será um repeteco deste Verão 2019?

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